Cheguei à deliciosa fase da vida em que o calendário já não conta dias a mais, mas dias a menos — e talvez seja exatamente por isso que cada alegria ganhou sabor de fruta madura. Tenho vivido com mais profundidade, mais intenção e, principalmente, mais vontade de ser feliz.
Agradeço a Deus por ter me trazido até aqui, por me mostrar diariamente quem eu sou e, sobretudo, onde não preciso mais me espremer para caber. Sou grata pela casa que conquistei, pela saúde que me acompanha e por cada pequena bênção que insiste em aparecer mesmo nos dias mais desafiadores.
E sim, foi um ano difícil. Ver minha querida tia/irmã Ivana em estado vegetativo aperta meu coração todos os dias. E a partida da minha amiga Cida… essa ainda me faz chorar só de lembrar. A saudade tem um jeito próprio de se instalar — silenciosa, mas constante.
Continuo apaixonada por ler, especialmente biografias (porque gente real é sempre mais interessante que ficção). Descobri o remo — um esporte que me obriga a acordar cedo, algo que eu detesto. Mas quando é dia de canoa, às 4h20 da manhã eu já estou de pé, mesmo com o sono protestando como se fosse sindicato.
Comemorei meu dia ao lado do glorioso Clube das Luluzinhas — tias, amigas da academia e do trabalho — e recebi centenas de mensagens que me fizeram sentir o quanto sou amada. Foi como se o universo dissesse: “Relaxa, menina, você está no caminho certo.”
Os presentes continuam chegando (uma avalanche de surpresas!). Já decidi: não compro mais cosméticos por um bom tempo — vocês me abasteceram como se eu fosse abrir uma perfumaria. E eu amo.
Dedico estas linhas a todos que lembraram de mim. Quero que saibam que amo cada um de vocês e que meu desejo é reunir, um dia, todas as pessoas que fazem meu mundo mais bonito.
Pai, Mãe… onde quer que estejam, eu senti o abraço de vocês.



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